Todo o amor que eu sufoquei por excesso de razão agora grita, escapa, transborda. Estou só numa multidão de amores, assim como milhões de pessoas; assim como a multidão de amores está só, em si. Demonstro minha fragilidade, meu desamparo. Eu não procuro alguém pra pentencer e ter posse, só quero uma fonte segura de amor que não dependa das obrigações, das falas decoradas, dos scripts prontos. Eu sei que eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu achava que podia encontrar coisa melhor. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida.
Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal." E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.
Eu não quero viver como se sobrevivesse a cada dia que passo sozinha. Não quero andar como se procurasse meu complemento em cada olhar vago. Eu acho que mereço mais que isso por tudo o que eu sei que posso fazer por alguém. E fico só esperando, na surpresa do dia que eu desencanar de esperar, um par de olhos que me faça ficar sem nenhuma palavra. Nessa multidão de amores, sozinho é aquele que não espera.
Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal." E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.
Eu não quero viver como se sobrevivesse a cada dia que passo sozinha. Não quero andar como se procurasse meu complemento em cada olhar vago. Eu acho que mereço mais que isso por tudo o que eu sei que posso fazer por alguém. E fico só esperando, na surpresa do dia que eu desencanar de esperar, um par de olhos que me faça ficar sem nenhuma palavra. Nessa multidão de amores, sozinho é aquele que não espera.
3 comentários:
Raquel, acho que voce procura um companheiro. Alguém que voce possa contar nos melhores e piores momentos. Talvez uma pessoa que venha juntamente com a espontaneidade, sem hora nem lugares certos. Talvez, alguém com olhar e colos sinceros.
Acho que o verdadeiro amor nao vem apenas de jantares em restaurantes ou cinemas em pleno sabado de noite, nem, muito menos, de baladas repetidas com caras conhecidas de tanto que voce ve nas mesmas baladas. O verdadeiro amor vem de um um abraço sincero e de um caminhar na praia, em pleno entardecer de um domingo. Quem sabe, este esteja escondido debaixo de sua cama... Acho que seu verdadeiro amor faz parte de seus textos: sinceros, puros e totalmente subjetivos...
Mas enquanto voce nao o encontra, nao se preocupe com a solidão, pois esta a ajuda muito. Se voce parar para pensar e tirar o melhor: Faz você refletir sobre você mesmo, descobrir quem realmente é e se vc expreme-la um pouco mais: trazer a sua paz interior e sua felicidade...
Rah, teu blog caiu no esquecimento...
Não deixe que isso aconteça, por favor!
=*
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