segunda-feira, 19 de setembro de 2011

De meu, só algumas gotas do passado...

O teu silêncio é a minha canção

Que ondula longínqua, incerta, errante

Brisa tênue, crepúsculo triste

Num choro que se mostra e se esconde

O que é meu do teu som?

Qual a cor do meu inútil pranto?

Descobri, eu perdi: sou aquilo que morreu!

Vou ao coração, às nuvens procurar

O eco que alguém dentro de mim escuta

A voz da alma que sempre chove... fim

Chuvas passadas que caíram... e fui eu!

Com saudades de mim, vi passar

A distância entre o que fui e o que poderia ser

Narrei um deserto, mas sou o que descrevo

Nesta garoa que acaba de cair.

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