Da paz se fez guerra
Da solidariedade desamor
Onde residem tão puros sentimentos
Que outrora evitavam pavor.
A sutileza da harmonia
A palidez da dor
A essência do dia
A prepotência do terror
O descaso dos amantes
A hipocrisia do amor
Num segundo, num instante
Ausência de valor.
A generosidade de um perdão
A delicadeza de um sorriso
A sinceridade de um irmão
Acreditar se torna um risco...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A menina do sonho...
"- Sei tão pouco, mas sinto tanto..." Repetia com veemência. A menina do sonho, aquela que indagava sem parar. Um incômodo febril, o desconforto de não se adequar a quase nada.
Aquele sentir-se só. A inundação de sentimentos desalinhados, que sugeria uma inquietude que ela não queria possuir, face a face com as verdades que desejou conhecer, mas que não compreendia. Não haviam espelhos refletores para a menina que não se via, ela só podia sentir... Adivinhava formas, cores, curvas, programava seus passos, tateava sombras, às cegas, sempre ávida a descobrir... Por quê? Por quê só ela sentia?... Ela queria ver, desejava saber, ansiava por força, personalidade, avidez, autonomia! Pobre menina do sonho era esta... que não podia ver, que tampouco sabia, mas que sentia! Tão frágil, tão humana... esse mundo tão estranho... as respostas que fugiam, o sentimento que permanecia... sem resposta, sem consolo, sem virtude.
Nada pôde contra isso, era quase um dom... Um suspiro solto no universo, um sopro divino que ela nunca soube possuir. Uma sina. Ainda assim, menina, com os anos do mundo e as manifestações por vir, talvez saberemos... quanta gente daria tudo para saber menos e mais sentir!
Aquele sentir-se só. A inundação de sentimentos desalinhados, que sugeria uma inquietude que ela não queria possuir, face a face com as verdades que desejou conhecer, mas que não compreendia. Não haviam espelhos refletores para a menina que não se via, ela só podia sentir... Adivinhava formas, cores, curvas, programava seus passos, tateava sombras, às cegas, sempre ávida a descobrir... Por quê? Por quê só ela sentia?... Ela queria ver, desejava saber, ansiava por força, personalidade, avidez, autonomia! Pobre menina do sonho era esta... que não podia ver, que tampouco sabia, mas que sentia! Tão frágil, tão humana... esse mundo tão estranho... as respostas que fugiam, o sentimento que permanecia... sem resposta, sem consolo, sem virtude.
Nada pôde contra isso, era quase um dom... Um suspiro solto no universo, um sopro divino que ela nunca soube possuir. Uma sina. Ainda assim, menina, com os anos do mundo e as manifestações por vir, talvez saberemos... quanta gente daria tudo para saber menos e mais sentir!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Frio...
Sinto frio.
Não o frio que arrepia a pele ou enrijece o corpo
O frio que faz
Parece fazer só a mim
E não me permite escolher.
Esse frio me devora o peito,
Me proíbe questionamentos ou
O acalanto de qualquer explicação
Repousa suave, perene
Numa tortura
Que fere devagar e que parece ser
A única coisa que me pertence.
Ninguém o percebe,
Ninguém parece se importar
Meu frio me congela os passos,
Mas conserva o coração pulsante, latente.
Meu frio você não conhece,
Só sente que me dói ao te ver passar.
Frio meu
Devorador de mim
Consolador de mim
Insaciável em sua fome de mim.
Eu,
Que em meu tudo de frio,
Ainda procuro um calor que não é meu,
Nem pra mim
Calor que vem de ti.
Não o frio que arrepia a pele ou enrijece o corpo
O frio que faz
Parece fazer só a mim
E não me permite escolher.
Esse frio me devora o peito,
Me proíbe questionamentos ou
O acalanto de qualquer explicação
Repousa suave, perene
Numa tortura
Que fere devagar e que parece ser
A única coisa que me pertence.
Ninguém o percebe,
Ninguém parece se importar
Meu frio me congela os passos,
Mas conserva o coração pulsante, latente.
Meu frio você não conhece,
Só sente que me dói ao te ver passar.
Frio meu
Devorador de mim
Consolador de mim
Insaciável em sua fome de mim.
Eu,
Que em meu tudo de frio,
Ainda procuro um calor que não é meu,
Nem pra mim
Calor que vem de ti.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Para o reencontro...
Segregação do querer
Imaginar te ter ou te te pertencer
Escondidos na noite
No escuro que não vê
Na identidade impostora
do querer, tornar a ser.
Sendo e não sendo
Estando e não estando
No paradoxo, sim
Ortodoxo jeito de amar
Secretamente te tenho
Em minha mente,
Presente, onipotente
Que toma conta, preenche
Para em seguida ausentar-se
A lembrança, marcada
Pelo sabor do querer
Ususfruto do momento
Que vai ao vento
Deixando a saudade
Interpelar a espera
De quando reencontrar.
Imaginar te ter ou te te pertencer
Escondidos na noite
No escuro que não vê
Na identidade impostora
do querer, tornar a ser.
Sendo e não sendo
Estando e não estando
No paradoxo, sim
Ortodoxo jeito de amar
Secretamente te tenho
Em minha mente,
Presente, onipotente
Que toma conta, preenche
Para em seguida ausentar-se
A lembrança, marcada
Pelo sabor do querer
Ususfruto do momento
Que vai ao vento
Deixando a saudade
Interpelar a espera
De quando reencontrar.
Pensamento...
A noite rasga as cortinas
da essência de meu ser.
Aquela dor prazerosa
jamais desejo ter.
Digeri sua ausência
rompi com o mundo.
E me pego, por um segundo,
a pensar em você.
São eflúvios em movimento
lentidão, letal...
Toda a hercúlia da vida
literalmente banal
se perde em um só pensamento!
da essência de meu ser.
Aquela dor prazerosa
jamais desejo ter.
Digeri sua ausência
rompi com o mundo.
E me pego, por um segundo,
a pensar em você.
São eflúvios em movimento
lentidão, letal...
Toda a hercúlia da vida
literalmente banal
se perde em um só pensamento!
Para esquecer...
Lanço garrafas ao mar
E este é um gesto solitário, eu sei
Lacro meus sentimentos
Exponho minha insensatez
Transcrevo-me anônima
Em palavras de amor
E lanço-me ao mar
Abro minha mensagem
Decifro minha emoção
Todo sentimento a se revelar
Tudo que calei até então...
Palavras desordenadas
Intencionalmente jogadas ao acaso
Inocente tentativa de esquecer...
E voltar a ser
O que não lembro de ter sido antes, agora.
E este é um gesto solitário, eu sei
Lacro meus sentimentos
Exponho minha insensatez
Transcrevo-me anônima
Em palavras de amor
E lanço-me ao mar
Abro minha mensagem
Decifro minha emoção
Todo sentimento a se revelar
Tudo que calei até então...
Palavras desordenadas
Intencionalmente jogadas ao acaso
Inocente tentativa de esquecer...
E voltar a ser
O que não lembro de ter sido antes, agora.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Lendas.
Como em lendas antigas
Suspensos da realidade
Abrimos janelas para o impossível
Cegamente pensamentos percorrem
Essa seda fina quase intransponível
Num passeio errante...
Parecemos ler o silêncio
Um céu azul de tristezas líquidas
... E o reconfortante fascínio
De um sentimento leve
Que habita enigmaticamente
Todas as senhas desse mundo de pequenos sinais
Que somos.
... E lá estamos nós
Olhar fragmentado
Pois sem o olhar do outro nada somos...
Sem rosto
Deixando apenas escapar neste vôo
Saudades eloqüentes
Sentimento estilhaçado no ar
Palavras que de tão leves não parecem servir de prisão.
Suspensos da realidade
Abrimos janelas para o impossível
Cegamente pensamentos percorrem
Essa seda fina quase intransponível
Num passeio errante...
Parecemos ler o silêncio
Um céu azul de tristezas líquidas
... E o reconfortante fascínio
De um sentimento leve
Que habita enigmaticamente
Todas as senhas desse mundo de pequenos sinais
Que somos.
... E lá estamos nós
Olhar fragmentado
Pois sem o olhar do outro nada somos...
Sem rosto
Deixando apenas escapar neste vôo
Saudades eloqüentes
Sentimento estilhaçado no ar
Palavras que de tão leves não parecem servir de prisão.
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